Palestras e Seminários
18/10/2017
13:00
auditório Fernão Stella de Rodrigues Germano
Palestrante: Fernanda Andrade da Silva (ICMC)
Ciências que Elas Fazem

Resumo:
A palestrante introduzirá noções sobre controlabilidade e observabilidade para equações diferenciais ordinárias clássicas. Falará da importância desses dois conceitos, dará exemplos simples de sistemas controláveis e observáveis como: pêndulo invertido, órbita de um satélite, olho humano, algumas aplicações na economia e etc,. Por fim, vou falará do porquê estudar esses dois conceitos em EDO generalizada. Ela resumirá a teoria da integral de Kurzweil e falará da definição e das propriedades de uma EDO generalizada. Tudo isso de maneira simples e não cansativa apresentando aplicações sobre o número de hemácias no sangue, que é modelado por uma equação diferencial ordinária com retardo, e de situações que não conseguimos resolver o problema de controlabilidade e de observabilidade com EDO clássicas e que precisamos utilizar os resultados obtidos para EDO generalizadas.

A Fernanda Andrade da Silva tem 23 anos e é de São Paulo. Nas palavras dela: "Quando eu era pequena tinha três interesses: jogar futebol, estudar música e estudar Matemática. Eu comecei a jogar futebol quando tinha 5 anos, mas aos 9 anos tive que parar pois na minha escola não existia mais turma de futebol feminino com essa faixa etária e na minha escola não era permitido turmas mistas de futebol. Então aos 9 anos comecei a estudar música em uma escolinha perto da minha casa e aos 11 anos entrei no conservatório Souza Lima onde me formei em piano clássico e moderno. Desde cedo tive um grande interesse em Matemática e desde pequena dizia que gostaria de ser professora de Matemática, por pressão familiar, desisti dessa profissão. Antes de entrar na faculdade prestei vestibular 3 vezes, uma como treineiro, outra para arquitetura e por último para economia. Depois de prestar economia e estar na lista de espera recebi um telefonema da Unesp informando que havia vagas em alguns cursos e, se eu quisesse, podia optar por uma reopção de curso. Entre todos os cursos oferecidos o único que me interessava era o curso de matemática. Foi ai que comecei o curso de matemática na Unesp em Rio Claro. O começo da graduação foi um pouco difícil, pois entrei no curso com um atraso de quase dois meses e sofria muita pressão pelo meu pai pra voltar para São Paulo. A pressão foi tanta que depois do primeiro ano de graduação, cheguei a prestar vestibular para matemática na USP de São Paulo.Eu me formei em bacharel em matemática na Unesp e entrei no mestrado no ICMC em março de 2016 sob orientação da Profa. Márcia Federson. Agora no meio do ano, entrei no Doutorado no ICMC e pretendo defender minha dissertação no final de Setembro/começo de Outubro. Nesses 18 meses que estive no mestrado apresentei duas palestras internacionais, uma aqui no Summer Meeting e outra no International Conference on Differential and Difference Equations and Applications em Amadora/Portugal. Agora estou no processo final de submissão do meu artigo e é sobre ele que eu pretendo falar na minha palestra."

"Não é de hoje que sabemos que o número de mulheres na ciência é muito inferior ao número de homens, mas parece que esse número não vem crescendo significativamente, um exemplo, eu fui a única mulher que passou no mestrado no primeiro semestre de 2016 e eu sei que o mesmo aconteceu na seleção anterior e posterior a minha. Sabemos que a carreira acadêmica não é fácil e parece que para mulheres é ainda mais difícil. Eu já sofri alguns preconceitos por ser mulher e muitas vezes cheguei a desaminar por causa de comentários machistas. Por isso, acho a iniciativa dos seminários excelente, pois eles têm um papel importantíssimo em mostrar a ciências que as mulheres estão fazemos, a trajetória delas, mas mais do que isso, eles servem de incentivo também."

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